Premiados na 6.ª edição do Concurso de Poesia

21-03-2015 17:51

Concurso de Poesia 2014/15

As Bibliotecas Escolares do concelho promoveram, conjuntamente com a Biblioteca Municipal de Albergaria-a-Velha, a 6.ª edição do Concurso de Poesia com o tema “Palavras da nossa terra no mundo”, com o intuito de valorizar a poesia em língua portuguesa, de fomentar e consolidar hábitos de leitura, de escrita e de criação artística.

Os alunos do 3.º ano da Escola EB de Fradelos conquistou o 1.º Prémio e uma Menção Honrosa no escalão do 1.º ciclo do Ensino Básico, com o poema:

Alma Portuguesa

 

Portugal país de marinheiros

E de destemidos aventureiros

De norte a sul mares navegados

Por algarvios, alfacinhas e tripeiros.

 

Pelos quatro cantos do mundo

Levamos a língua, o artesanato e as tradições

O ouro, a prata e as especiarias

Trouxeram para cá aos milhões.

 

Dos Açores das Furnas, os cozidos

Da Madeira o bolo de mel e as flores

Em Aveiro os ovos moles e da Ria os ares

De Fradelos a regueifa e os rojões bem comidos.

 

Para os gulosos a trouxa de ovos de Alcobaça

Em Santarém a sopa de pedra tem a sua graça

Açorda para o alentejano é lei

Bem como, para Portugal o bolo-rei.

 

Muito mais temos para dar

Desde o galo de Barcelos a cantar

O calçado para sapatear

E os bordados para encantar.

Do tradicional tapete de Arraiolos e do folclore

À modernização dos trabalhos em cortiça

Muito o português “trabucou”

Para ao mundo mostrar o quanto andou.

(3.º ano da EB de Fradelos)

 

 

A turma do 4.º ano da Escola de Fradelos recebeu a menção honrosa, no mesmo escalão, com o poema:

A minha terra

 

A terra de que vos vou falar

Tem por nome Albergaria

Fica no litoral

E dela faz parte a minha freguesia.

 

Perto da cidade de Aveiro

Passeios damos junto ao mar

Uma ecopista no percurso do Vouga

Para correr e de bicicleta andar.

 

Terra de muitos padeiros

Onde se realizou o Festival do Pão

Foi um acontecimento importante

Aconteceu na Quinta do Torreão.

 

Inserida nesta dinâmica

Deu-se início à Rota dos Moinhos

Surgiu a farinha Alva

Que nos abriu outros caminhos.

 

Entre o Cineteatro Alba

E a Biblioteca Municipal

Têm desenvolvido muitas atividades

Ao nível artístico e cultural.

(4.º ano da EB de Fradelos)

 

 

O professor José Paulo Lourenço, natural do concelho de Mortágua, mas residente no lugar de Casaldima, freguesia da Branca e docente de História na nossa Escola, concorreu pela primeira vez, este ano, no Concurso de Poesia e foi distinguido com um primeiro prémio e uma menção honrosa, com os poemas:

 

1.º Prémio

LINDA TERRA. BOA GENTE

 

Palavras da nossa terra no mundo

Falam de amor, não de guerra

E do humanismo profundo

Que Albergaria, em si, já encerra.

 

Bendita sejais, D. Teresa

Saibamos honrar tua memória

Que não sendo portuguesa

Fez portuguesa a nossa história.

 

Senhor de Osseloa, criai

No lugar ao cimo da estrada

Casa para quem vem e vai

Doentes e gente boa sem nada.

 

Ai que os Franceses já aí vêm

Para pôr os pés na estrada…

Mas nem tudo lhes corre bem

Pois há contenda pegada.

 

Não assentaram arraiais

Estes maltratados Franceses,

Fugindo por entre os pinhais

Dos intrépidos Portugueses.

E lá longe, Napoleão

Não festejou de alegria

Porque nem a terceira invasão

Vergou esta nobre Nação

Ou as gentes d’Albergaria.

 

Nem mesmo cabeças cortadas

Fizeram perder a voz ao povo

Ou a força das palavras semeadas

Na esperança de um Portugal novo.

 

 

Albergaria tem passado e presente

E belas páginas de história.

Terá futuro, certamente,

Porque os feitos da sua gente

Dar-lhe-ão mais fama e glória.

 

                                      Paulo Mortágua

 

 

 

Menção honrosa

 

PALAVRAS DA NOSSA TERRA NO MUNDO

 

Há palavras capazes de transformar o mundo

Num imenso mar de palavras,

Que ora se espraiam em mansos areais

De tons quentes e maternais

Ora se lançam sobre a pacatez das arribas

Cinzentas de tão violentas arremetidas…

Há palavras que são um mundo

De significados e afetos

E é no desconstruir dos conceitos

Que nos sentimos satisfeitos

Ou ainda mais inquietos…

As palavras da nossa terra no mundo

Falam de todos e de tudo,

Num significado tão profundo

Que dá ideia que o mundo

Sem elas seria mudo.

As palavras sabem tão bem

São tão boa companhia,

Que é feliz o que tem

No coração e nos lábios Albergaria.

 

Paulo Mortágua






—————

Voltar